PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR
ORLEANS – SC
FORMADORA: LUCIANA RAMOS TOMASI
PROFESSOR: LUCAS LUCIANO MEDEIROS
RELATÓRIO SOBRE A TERCEIRA ATIVIDADE REALIZADA
TEMA: LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA
ORLEANS, 13 DE AGOSTO DE 2009
É impossível iniciar este relatório sem antes enfatizar os problemas que os educadores vêm encontrando no que diz respeito à prática de leitura e escrita nas escolas.
Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia avança a cada minuto. A cada dia percebemos novos modelos de celulares, televisões digitais, notebooks, etc. É perceptível, também, que os meios de comunicação em massa trazem informações excessivas aos alunos, porém eles não conseguem assimilá-las. Muitas informações, pouco conhecimento.
Acredito que isto possa ser um agravante e penso, também, que essas excessivas informações estejam ocasionando o mau desempenho da escrita e leitura de nossos alunos. Gostaria de realizar uma pesquisa para dar cientificidade a esta ideia e opinião...
Sabemos que a leitura e a escrita são mal vistas pela maioria dos alunos. Quando o professor pensa em realizar uma atividade de leitura ou escrita, ouvimos muitas reclamações e murmúrios. Porém devemos lembrar que apesar de todas essas reclamações, nós, enquanto educadores não podemos desistir, mas pelo contrário, temos que mostrar aos educandos que leitura e escrita são fundamentais para a vida do homem, pois é a partir delas que o homem se transforma e pode transformar o mundo em que ele vive.
Vigotsky nos fala que o ensino “tem de ser organizado de forma que a leitura e a escrita se tornem necessárias às crianças. (...) A leitura e a escrita devem ser algo de que a criança necessite”. (Vygotsky, 1991, p.133).
No cenário educacional percebo que muitos educadores não motivam são alunos a escreverem e lerem pedem a leitura por pedir, exigem a escrita de uma forma descontextualizada. O aluno não sabe para que escreve e acaba ficando desmotivado. É preciso mostrar lembrar aos educadores que a leitura e a escrita só terão sentido para o aluno, se este processo tiver sentido para sua vida.
Não podemos mais exigir a leitura e a escrita sem determinarmos uma finalidade. Pedir que o aluno escreva um texto e depois devolvê-lo repleto de correções com canetas vermelhas e nunca mais ler ou divulgar o que ele escreveu, contribui com certeza no seu desinteresse. Penso que a correção faz parte do processo, mas que além de uma correção de erros ortográficos, o aluno que ser reconhecido pelo que escreveu, quer que seu texto seja lido pelos colegas da classe, por outros professores, pelo diretor da escola, mas isso não acontece, o professor apenas corrige, dá a nota e manda ele guardar.
Paulo Freire afirma o quanto é importante oferecer aos alunos textos do seu interesse, com diferenciados estilos e funções, que façam parte de sua realidade, que traduzam seus interesses e que acolham suas necessidades.
Acredito que o aluno para escrever e ler deve saber que a escrita é de cunho social, e que a pessoa que escreve e lê bem tem possibilidades de ter um futuro melhor, tem um bom emprego, etc. Deve-se também enfatizar que a leitura prepara o homem para viver melhor em sociedade, o torna crítico, reflexivo, humilde e acima de tudo humano.
Com base no que foi relatado acima, e no que penso a respeito de escrita e leitura relatarei como trabalhei as atividades de leitura e escrita do AAA4.
Os materiais utilizados para o projeto foram as atividades xerocadas do AAA4 – versão aluno, giz, quadro-negro, folhas A4, lápis de cor e giz de cera.
No dia 06/08/09, iniciei a aula com a 6ª série 62, da E.E.B. Udo Deeke, questionando o que eles pensavam sobre escrita e leitura. Ao questionar, escrevi essas duas palavras bem grandes no quadro-negro, obtive várias respostas: que a escrita servia para a comunicação, expor nossos sentimentos, fazer críticas, que sem ela o homem não viveria, pois em todos os lugares existem escritas. Quanto a leitura eles disseram que ela servia para que o homem “aprendesse a ler e falar melhor”, para não sermos analfabetos, ter mais opinião, ideias, pensamentos e imaginações.
Depois de conceituarem essas palavras, fiz uma discussão com os alunos sobre os conceitos que eles deram a essas palavras. Perguntei ao aluno X se ele concordava com a conceituação que a aluna Y tinha dado a essas palavras e assim sucessivamente, gerando então, trocas de opiniões, argumentos, etc.
Após a discussão, entreguei a cada um deles uma atividade do AAA4 que tinha o seguinte tema: “Imagens do dia-a-dia”. Antes de lerem o texto fiz diversas perguntas solicitadas na atividade e eles responderam de forma convincente. Fizemos a leitura do texto “Circuito Fechado”, de Ricardo Ramos, após a leitura questionei o que eles tinham entendido sobre o texto, porém apenas alguns alunos conseguiram tirar a mensagem do texto. Pedi que eles relessem o texto, e quando terminaram de ler, alguns haviam compreendido melhor. Discutimos o texto e a 1ª atividade foi concluída, pois se tratou de eles lerem e entenderem o texto. Deixei as outras atividades para eles resolverem na próxima aula.
No dia 10/08/2009 refizemos a releitura do texto para que pudesse ser feita uma interpretação do texto mais aprofundada. Depois fizemos a interpretação e uma discussão sobre a importância da leitura e escrita. Pedi que eles fizessem um texto não-verbal mostrando como era a casa deles e como era o caminho de sua casa até chegar à escola. Este trabalho ficou para ser feito em casa.
Na data 11/08/2009, eles trouxeram os desenhos (texto-não verbal) e pedi que eles contassem o que tinham havido desenhado, após recomendei que cada um fizesse um texto escrito sobre o valor de se ter uma casa para se morar e uma escola. Com essa atividade encerrei o trabalho de leitura e escrita sugerido no TP4.
Observei que a turma no inicio não conseguiu abstrair a mensagem do texto “Circuito Fechado”, mas depois de mais leituras abstraíram sua mensagem.
A turma mostrou-se participativa, interessada e questionadora. A maioria dos alunos se interessaram pela atividade proposta.
Acredito que tive também um ótimo desempenho na aplicação dessa atividade. Fiz muitos questionamentos aos educandos, os levei no pátio da escola (embaixo de uma árvore) para que pudessem se interessar mais pela atividade e estimulei a interação durante as discussões.
O material disponível é de boa qualidade, ótimo texto, atividade interessante, porém não fiquei apego apenas ao que o AAA4 solicitava, organizei a atividade de modo que viesse a interessar mais meus alunos.
Os alunos foram avaliados pelo interesse, participação no momento da discussão e das atividades propostas e pelo comprometimento.
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